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13
JUN
2011

C40 Sao Paulo Summit 2011: mundo conhece um mundo de soluções sutentáveis

Em C40 Summit, prefeitos apresentaram soluções para aquecimento global

Na semana passada o C40 São Paulo Summit 2011 reuniu prefeitos das 47 maiores cidades do mundo em São Paulo para debater estratégias de combate ao aquecimento global. Essas metrópoles correspondem a 70% das emissões mundiais de gases do efeito estufa, apesar de ocupar apenas 2% da superfície do planeta. E os prefeitos tem particular interesse em reduzir esses números, apesar de ser um problema mundial, pois as mudanças climáticas afetam o microcosmo das cidades - quando uma encosta desmorona por causa do excesso de chuva ou quando se formam ilhas de calor num bairro cheio de edifícios.

Esse evento conseguiu encontrar algumas soluções em algumas cidades, que foram apresentadas por seus respectivos prefeitos, no encontro da última semana. Veja abaixo:

TRANSPORTE
A prefeitura de Melbourne não cobra passagem no metrô e no ônibus até as 7 horas, antes do horário de pico da manhã. É um incentivo para que as pessoas deixem o carro em casa e, assim, se reduza a emissão de gases do efeito estufa.

Em Seul, há um programa voluntário em que o motorista escolhe um dia da semana, entre segunda e sexta, para não usar o carro. A participação é monitorada pelas autoridades de trânsito. Estimula-se a adesão por meio de incentivos financeiros: redução das taxas veiculares, descontos em postos de gasolina, estacionamentos e oficinas mecânicas. Dois milhões de carros participam desse rodízio voluntário.

Em Londres, o pedágio urbano, que cobra uma taxa de 8 libras dos carros que entram no centro entre as 7 e as 18 horas, foi implantado em 2003.

Estocolmo copiou o sistema em 2007.

No mesmo ano, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg - presente ao encontro de São Paulo -, tentou implantá-lo em Manhattan, mas a proposta foi rechaçada pela população. Disse Bloomberg a VEJA: "As pessoas tomam muitas atitudes pensando no bolso. Então, o pedágio urbano é uma ótima solução para os congestionamentos e as elevadas emissões de gases do efeito estufa".

ENERGIAS ALTERNATIVAS
Toronto encontrou uma forma criativa de promover a refrigeração dos prédios da região empresarial durante o verão. Em vez de usarem aparelhos de ar condicionado, os edifícios têm dutos por onde corre água gelada, a 4 graus, extraída das profundezas do Lago Ontário. Esses dutos resfriam os escritórios. Na comparação com o ar-condicionado tradicional, o sistema que usa a água do lago consome 90% menos eletricidade.

Amsterdã conta com um sistema parecido.

Em Copenhague, a estratégia foi aproveitar no aquecimento das casas o calor produzido pelas usinas de incineração de lixo. Esse calor, em vez de ser liberado, é bombeado por uma rede de canos diretamente para as construções. Hoje 30% do aquecimento das casas de Copenhague vem dessas usinas. É uma energia mais barata e menos poluente do que a produzida pelas usinas de carvão e óleo. Muitas cidades têm substituído os veículos de transporte coletivo a gasolina ou diesel por outros mais modernos, movidos a álcool, biodiesel, gás natural ou eletricidade. Peter Simon, desenhista industrial da Hungria, projetou um ônibus que utiliza hidrogênio como combustível e tem a carroceria feita de um tipo de plástico. Mais leve, requer ainda menos combustível para se movimentar.

PLANEJAMENTO URBANO
Os urbanistas e os prefeitos, hoje, têm grande entusiasmo pelo conceito de cidade compacta, dividida em zonas planejadas. Cada uma delas atende a todas as necessidades da população local: trabalho, educação, saúde, comércio e lazer. Dessa forma, não é preciso percorrer grandes distâncias no dia a dia e a dependência dos carros é menor. Barcelona segue esse padrão. Em outro tipo de intervenção urbana, cidades como São Paulo, Bogotá, Jacarta, Johannesburgo e Cidade do México reformaram suas grandes avenidas para a criação de pistas exclusivas para ônibus. Por esse sistema, os ônibus se livram dos congestionamentos de carros e incentiva-se a população a trocar o carro pelo transporte coletivo.