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16
OCT
2010

Brasil quer lançar fundo de mitigação de emissões com lucros do petróleo

Anúncio deve acontecer antes da COP-16, em Cancún, no mês que vem; fundo vai receber R$ 300 milhões no próximo ano.

O Brasil vai anunciar uma queda recorde no desmatamento na Amazônia e lançar um fundo financiado pela indústria do petróleo antes da Conferência das Partes da ONU sobre o Clima, no mês que vem. As novas foram dadas pela ministra Izabella Teixeira, que também clamou por maior liderança dos EUA nas negociações climáticas.

O maior país da América Latina teve papel mais ativo nas concersações sobre o clima nos anos recentes à medida que sua influência diplomática cresceu paralelamente à pujança de sua economia.

Em meio a esperanças de um pacto nas negociações climáticas no mês que vem em Cancún, no  México, o Brasil quer mostrar que está fazendo um esforço para reduzir as emissões de carbono e pressionar as outras nações para fazer o mesmo.  

"Independentemente do resultado da convenção de Cancún, estamos fazendo nossa parte", disse a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, salientando que os outros países, como os EUA, deveriam fazer o mesmo.

"Onde estão as reduções de emissões? Onde está o compromisso formal dos EUA? Eles  terão de fazer isso, porque os países em desenvolvimento estão fazendo", disse ela."Os EUA precisam ter uma posição mais ativa que aquela demonstrada pelo congresso americano", pontuou,  referindo-se ao projeto de lei do clima que está parado no congresso.

O Brasil, nesse meio tempo, vai manter as promessas que fez em Copanhague, na última reunião do clima, afirmou a ministra. O compromisso brasileiro é reduzir as emissões de gasas de efeito estufa em 39% até 2020 (em relação aos níveis de emissão de 2005).     

Com grande parte das emissões oriundas de desflorestamento e queimadas, o País conseguiu reduzir significativamente o desmatamento na Amazônia, a maior floresta tropical do planeta. O desmatamento em agosto de 2010 foi 47% menor do que o registrado no mesmo período
de 2008.      
    
"Estamos cinco anos adiante de nossa meta", disse ela.

Mas com a economia crescendo a uma velocidade assustadora e o desmatamento sendo responsável por uma parcela cada vez menos de emissões, o País terá de cortar emissões em algum outro setor.

O presidente Lula deve anunciar um plano governamental para várias áreas, da siderurgia, passando pela geração de enregia, até o setor agrícola.

"Estamos começando a transição para uma economia de baixo carbono", disse a ministra.

Ao mesmo tempo, Lula vai lançar um fundo para adapatção às mudanças climáticas e projetos de mitigação que será bancado pelos lucros da indústria do petróleo.

"É o primeiro fundo climático financiado por atividades altamente emissoras", disse Izabella.

O fundo vai receber cerca de R$ 300 milhões no próxima ano, mas muito mais no futuro, pois se espera que a produção brasileira dobre na próxima década.