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11
FEB
2011

Primeiro projeto do tipo REDD faz florestas gerarem receitas de maneira sustentável

Nos próximos 30 anos, o projeto vai reduzir a emissão de gás carbônico em até 6 milhões de toneladas, gerando uma receita da ordem de 1 milhão de dólares por ano

Por Filipe Bittencourt - Muito já foi dito sobre a possibilidade de geração de créditos de carbono a partir da preservação de florestas. Contudo, por mais que os projetos do tipo REDD - Redução de Emissão de Desmatamento e da Degradação ainda pareçam algo incerto e que as negociações internacionais sobre o tema ainda não tenham chegado a uma definição, o mercado de carbono de REDD já está se tornando uma realidade.

O primeiro projeto REDD (um mecanismo financeiro que garante recursos para quem desmatou no passado, mas vem conseguindo reduzir a taxa de desmatamento) foi certificado nesta semana.
 
Trata-se do Projeto REDD do Corredor de Kasigau, que foi validado no Quênia pelo VCS (Voluntary Carbon Standard), um dos selos de certificação de redução de emissões de maior credibilidade. Nos próximos 30 anos, o projeto vai reduzir a emissão de gás carbônico em até 6 milhões de toneladas, gerando uma receita da ordem de 1 milhão de dólares por ano.

O Brasil também possui alguns projetos-piloto de REDD. O mais conhecido é o Projeto JUMA, que possui certificação do tipo CCBA, um selo sem grande reconhecimento no mercado internacional.

Porém, é questão de tempo para que esse ou outro projeto nacional também consiga ter a validação do VCS. O próximo passo é discutir como esses projetos serão tratados pelo governo brasileiro.